segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Oficina TP6 (Parte 1): Novo Santo Antonio (Turma I)

Nessa oficina, segui o roteiro realizado em Luciara-MT, como já relatado no blog. A única diferença foi o texto de reflexão "Aprendendo a ser... com o outro" (Profª Adelaide) no início do encontro. O diálogo a partir do texto foi enriquecedor e alguns trechos marcaram a nossa fala como: "Como é gostoso aprender com o outro, libertar-se da solidão pedagógica que nos aprisiona e reduz."; "E é, na sala de aula, como gestor do processo de ensino-aprendizagem, que o professor pode, de fato, fazer a revolução na educação."; "Mas lembre-se de fazê-lo na medida certa, sabendo dosar as 'funções maternas e paternas..."; "... somente um trabalho sério, no sentido de aliar teoria e prática, pode transformar qualitativamente os resultados em sala de aula." Quanto ao estudo do TP6, os professores foram unânimes em relação ao conteúdo da Unidade 21 - Argumentação e Linguagem ser uma novidade teórica. Gostaram mais dessa unidade do que a da 22. Solicitei que no próximo encontro trouxessem o texto escrito sobre a autobiografia como educador, inclusive comprometendo-me de levá-los a minha biografia como educadora. Quanto à produção de atividade, dois grupos analisaram as marcas textuais a partir do texto de revisão de aluno sugerido pela professora Adelaide no encontro em Cuiabá-MT. No Avançando na Prática, os mais destacados foram as atividades do AAA6, que enfatizam o argumento a partir do senso comum. Nossos encontros têm proporcionado um crescimento visível, como uma escada em que se dá um passo de cada vez, mas que leva para o alto.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Relatório de Atividade em Sala de Aula/TP6: Cursista Elissandra Gama Carvalho (Luciara-MT)

Relatório de atividade do AAA6p, p.17
Aula: 18/09/2009
Município de Luciara-MT
Professora: Elissandra Gama Carvalho
Conteúdo: Argumentação e Linguagem
Turma: 9° Ano
Total de alunos: 20
Total de aulas: 02 aulas (01 hora cada)

No estudo e nas realizações das atividades dos tps, até o momento não havia desenvolvido um AAA, sempre planejava um avançando na prática. No decorrer deste tp considerei que o assunto exigia mais dos alunos, então lendo o AAA6p achei que a atividade aqui escolhida era mais adequada com o nível de aprendizagem dos mesmos. O tema tratado focalizando a argumentatividade, a construção de um texto com finalidade específica de convencer ou persuadir o interlocutor a respeito de uma idéia é o ponto fraco nas produções dos educandos, a partir desse diagnóstico refleti que as atividades propostas nesta etapa do gestar são de extrema relevância para a turma. Seus textos apresentam uma argumentação inadequada, os objetivos são insuficientes, até incoerentes entre si. Para trabalhar essa questão o objetivo a que se propunha a atividade era que identificassem as marcas de argumentatividade na organização dos textos verbais, assim, iniciamos observando e refletindo sobre textos já construídos para poderem visualizar e analisar o uso adequado dos diferentes tipos de argumentos que poderiam lançar mão no momento da produção de seus texto.s Iniciamos a aula, como de costume, partindo dos conhecimentos que possuíam a respeito do tema, com uma motivação relacionando palavras recortadas do texto para que identificassem seus significados e depois partir para a leitura que tratava do tema saúde e especificamente de uma doença, a Osteoporose. Na realização das atividades sobre o texto os alunos discorreram sem nenhuma dificuldade, identificando a idéia defendida pela autora e as marcas de argumentatividade na organização do texto. Após, formou-se pequenos grupos para a realização da produção que era a criação de um cartaz com o intuito de convencer o leitor numa campanha de conscientização quanto às características e cuidados com a Osteoporose. Todos os grupos conseguiram produzir seu cartaz, e participaram com entusiasmo da atividade, gostaram de fazer recortes, folhear revistas, decidir que imagem utilizar ou que frase ficaria mais convincente, ou o que escreveriam. Como podemos verificar nas fotos a seguir: O grupo 1 apresentou a seguinte frase de impacto: “Osteoporose – Valorize sua vida” e focou seu argumento na alimentação às crianças, “as crianças devem ter uma alimentação rica em cálcio. Ex. leite, queijo, iogurte, etc.” já que no texto trabalhado relatava que a doença já não era mais preocupação somente da geriatria, mas também dos pediatras. Há uma coerência entre as imagens e o texto. Mas, faltaram mais informações ao leitor, a respeito da doença como as causas e determinadas características. O segundo grupo inicia o cartaz com uma frase de chamamento “Previna-se contra a Osteoporose!” e em letras menores, logo abaixo, convida todos para fazer parte dessa campanha: “Entre nessa turma e tente resolver esta questão.” Em seguida, apresenta a imagem de uma fórmula que poderá ser a solução para o problema apresentado. É uma equação matemática, em que os pesos representam atividades físicas + um prato de comida representando uma boa alimentação + um pote de creme representando medicação e com determinação elevada a 30 dias do mês = prevenção. É um argumento convincente ao leitor que juntando tudo isso o resultado será a prevenção da doença. Fica implícito que o melhor cuidado para se ter com referência a doença é a prevenção. A partir dessa imagem apresentam dados concretos baseados em estatísticas, criando a sensação de que os dados apresentados tratam-se de coisas verdadeiras e de que o problema da Osteoporose é preocupante: “Cerca de 30 milhões de pessoas correm o risco de desenvolver a Osteoporose nos próximos anos. No Brasil tem cerca de 9,5 milhões de pessoas com a doença.” Para finalizar o cartaz o grupo deu destaque a frase: “Todos na corrente pela vida!!!” e ainda sugere que para maiores informações o leitor deverá acessar o site www.google.com.br. De forma geral considero que o grupo alcançou o objetivo a que propuseram na defesa da tese do cartaz, acredito que de certa forma convenceu o leitor sobre a questão da Osteoporose. O terceiro grupo inicia o texto do cartaz com informações sobre a doença: “Osteoporose causa dor, perda de movimento, inabilidade de desempenhar as atividades diárias” associada a imagem de uma mulher com dor e dificuldade em realizar determinado movimento, em seguida apresenta uma frase de impacto e chamamento para o leitor: “Proteja-se! Procure um especialista.” Ao lado da imagem da mãe e filha com uma capa de chuva embaixo de um guarda-chuva, esses utensílios simbolizam a proteção, como a figura da mãe cuidando da filha. Está implícita na mensagem do texto que a proteção é a saída para o tratamento da doença. Observamos que de certa forma todos os grupos apresentados, nesta situação concreta de comunicação eles “apelam” às formas linguísticas e não linguísticas para construir sentidos, concretizando os conceitos trabalhados com a turma. Todos os textos dos buscam convencer o leitor de uma ideia principal: “Os cuidados com a Osteoporose.” Para convencer sobre a validade desta tese, eles utilizaram de várias recomendações em forma de ordens ou instruções: essas recomendações é que forneceram a comprovação da tese. Todos os argumentos conduziram para o mesmo objetivo e fica claro para o leitor. Sabemos que uma boa argumentação depende, primeiramente, da clareza do objetivo (da tese a comprovar) e depois, da solidariedade entre os argumentos: todos devem conduzir para o mesmo objetivo. Mas, podemos observar no cartaz desse outro grupo que uma certa confusão quanto a tese do texto, não sabemos se o objetivo é convencer o leitor de praticar atividades físicas, como cuidado para o corpo, ou se é sobre a Osteoporose, pois as ideias do primeiro enunciado não sustenta o segundo e vice versa, acredito que falta uma ligação entre os enunciados. As imagens sustentam a primeira ideia, mulheres praticando exercícios físicos e tomando banho de sol. O maior problema do texto acima é que se apresenta vago demais para conduzir o leitor à identificação do objetivo da tese que pretende defender, a informação do primeiro parágrafo não leva a conclusão do segundo. Considero que a atividade foi bastante rica na sala de aula, foi o início de um trabalho longo sobre a construção de textos argumentativos, sei que necessitam ainda de mais trabalhos com este objetivo aqui apresentado, utilizando, também, de outros gêneros na produção textual, sempre observando um texto bem construído e criando seus próprios textos ao final das atividades propostas.
(Transcrição fiel ao original)

TP6 (1ª Parte): Oficina em SFA/Estado e LuciaraMT

No dia 21 de setembro de dois mil e nove, realizei uma oficina de quatro horas com três professoras do município de São Félix do Araguaia-MT das escolas estaduais da sede. Eu e as professoras desempenhamos apenas dois itens do roteiro planejado. Percebi que as professoras não conseguiram ler todo o material, ou seja, as duas primeiras unidades do TP6 (21 e 22). Apresentei os pontos-destaque da Unidade 21, inclusive uma atividade de cada seção que correspondia à teoria discutida. Na Seção 2, quando recordamos os tipos de argumentos, as professoras declararam ser um conteúdo novo, mas que auxilia bastante o autor de texto argumentativo. Também conciliamos a conversa com o Ampliando as Referências, texto teórico de Fiorin e Savioli sobre Argumentação. Em seguida, assistimos ao filme Narradores de Javé, pois na oficina passada não foi possível, já que houve falta de energia por mais de duas horas. A discussão da análise feita por Maria Aparecida Bergamaschi ficou para o próximo encontro, dia 28 de setembro, nas próximas quatro horas (das 18h às 22h).
No dia 23 de setembro de dois mil e nove, realizei a oficina do TP6, primeira parte, com a duração de oito horas, estando presentes os seis cursistas e a coordenadora pedagógica do Gestar II do município como ouvinte. Iniciamos fazendo uma abordagem restrospectiva das duas unidades (21 e 22) como executado na oficina em São Félix do Araguaia. Quando estávamos interagindo sobre os tipos de argumentos, cinco dos seis cursistas afirmaram não ter anteriormente conhecimento desse conteúdo e perceberam que essa classificação auxilia o professor na mediação da produção textual argumentativa, porque, como disse uma das professoras, "nós ficamos muitas vezes perdidos quando falamos de que há necessidade da existência dos argumentos numa conceituação geral e não específica deles". Esse conteúdo facilitou na aplicação de atividades em sala de aula que abrangiam a argumentação, principalmente na produção de textos publicitários. Em seguida, lemos e tecemos comentários a partir de um texto/artigo de Maria Beatriz Ferreira intitulado “Considerações sobre as práticas da produção e da reestruturação textual”. Um texto conciso e claro sobre os procedimentos de mediação do professor em relação aos alunos quando da produção textual. Ela apresenta os fatores textuais, externos (contexto de uso) e internos (marcas linguísticas) para que o texto seja uma unidade significativa. Conteúdo abordado no TP5. Logo em seguida, a autora apresenta outros critérios a serem trabalhados na reestruturação do texto (também estudados no TP6) como: uso adequado de parágrafos, uso adequado dos sinais de pontuação, observação das regras de flexão e concordância, observação das regras ortográficas e de acentuação. Interessante é que a autora do artigo diz que:
"Não adianta constatar tais problemas ou dificuldades, se não forem proporcionadas aos alunos situações que os levem a refletir sobre o que erraram e sobre as diferentes possibilidades de expressarem o que desejam dentro dos parâmetros convencionais."
O que mais nos chama a atenção é o fato de termos que assumir como professores o desafio de um trabalho, assumindo uma postura dialógica com os nossos alunos a fim de que assumam a autoria de seus textos, entendendo que “ser autor significa produzir com e para o outro”. Quanto à proposta da oficina 11 do TP6, fiz uma alteração. Resolvi aplicar o trabalho de reestruturação e revisão, obedecendo ao mesmo objetivo proposto pela oficina só que a partir do trabalho que desenvolvemos na formação em Cuiabá, no mês de agosto/2009. O texto de revisão de aluno para encontrar nível de letramento, hipóteses para o processo de escrita, estratégias para a escrita e elaboração de pequena tabela de correção. Foi um trabalho feito por dois grupos (quatro e três componentes). O resultado foi positivo na socialização. Compreenderam bem a proposta e ficaram de reproduzir uma cópia para cada um de nós a ser entregue no próximo encontro, quando finalizaremos o TP6. O fechamento do encontro foi a socialização das atividades em sala de aula. Como os nossos encontros estão muito próximos, porque se não for assim, não conseguiremos fechar o programa até o final do mês de novembro, os professores têm tido dificuldades de aplicar os Avançando na Prática e fizeram atividades do AAA6professor. Segundo os relatos, a maioria trabalhou com textos publicitários: Defendendo idéias, p. 15; Organizar e defender idéias, p. 17 (dois cursistas), nessa houve interdisciplinaridade com a área de conhecimento da Matemática, quando precisaram vender o tênis por cinco salários mínimos, dividindo em vinte parcelas a fim de que o consumidor não percebesse o valor alto do produto. Os alunos resistiam no início ao planejamento da atividade. Mas a professora insistiu bastante, argumentando sobre os aspectos positivos e a importância de se planejar a escrita. Outras atividades trabalhadas: Construa as suas próprias estratégias, p. 59 (dois cursistas); Uma história maluca, p. 65. Trabalharam com desenhos e revistas em folhas de A4 e cartolinas. Alguns não finalizaram ainda as atividades e a conclusão será apresentada no próximo encontro. Os professores estavam ansiosos por socializar os cartazes, principalmente porque os seus próprios filhos são alunos dos colegas cursistas. A respeito do portfólio, uma das professoras percebeu a importância da reflexão a partir dos trabalhos dos alunos. Reforcei que era isso mesmo. O portfólio é uma mescla de relatório e relato com reflexões a partir da teoria e da prática em sala de aula. Eu mesma já cresci sobre isso, quando avalio os primeiros relatos no início do programa Gestar II e os últimos relatos escritos. Ainda há professores com dificuldades para fazer essa leitura reflexiva. Em todos os encontros, reforço a necessidade da reflexão em cada prática pedagógica. No próximo encontro, haverá a visita pedagógica e a oficina de finalização do TP6.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

OFICINA TP52: SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA E ALTO BOA VISTA-MT

Nos dias dez e onze de setembro de dois mil e nove, realizei mais duas oficinas finais do TP5 com as turmas I (Alto Boa Vista) e III (São Félix do Araguaia). Em SFA (onze cursistas), consegui apenas realizar a produção do gênero publicitário sugerido pela oficina do TP5, a socialização do Avançando na Prática, discussão de pontos importantes sobre coesão e avaliação do encontro. Isso porque as professoras do município (rural) chegaram uma hora atrasadas devido a problemas na estrada (atoleiro). A atividade foi produtiva e surpreendentemente uma propaganda complementou a outra: 1) “Nem pense em impossível! Não existe mulher que RESISTA!” (Joias de ouro branco). 2) “Não culpem... O sucesso continua. São de tirar o fôlego. Desafio – Preço Justo. A Ford cobre a oferta.” (Camionete). 3a) “As coisas mudam: Agora você não vai dar só um brinquedinho movido à bateria para seu filho. Dia das Crianças Vivo. Os melhores celulares em até 10x14,90. Seu filho vai adorar ficar perto desse ‘barato’.”; “Não deixe mais seus cabelos presos (Figura de uma mulher com lindos cabelos envoltos/presos por uma corrente com cadeado). Seda Color Vital mudou. Nova fórmula com Color Firm. Cabelos livres, leves e soltos com cores mais duráveis.” 4) “Família reunida, chocolate preto, branco, ovos de todo tipo e tamanho. Coelho da Páscoa que se preza não perde tempo: saca logo o cartão. REALCARD é para o que você quer, para o que você precisa, para tudo o que você ama. E quem não quer o melhor da vida?” 5) “Você pode contar. O que vale é o bem estar. Não duvide! A Natura faz mais do que cosméticos. Faz produtos para que você se sinta bem consigo mesmo e, a partir daí, se relacione melhor com o outro e com o mundo a sua volta. Não deixe de usar! O seu corpo vai agradecer. Experimente!”. Foi um momento enriquecedor de análise dos mecanismos de coesão e a relação lógica da negação presente nas frases negativas com efeitos de sentido para uma reação positiva. Na socialização, os APs mais trabalhados foram o da p. 93 e o da p. 162. O trabalho de análise do gênero publicitário da p. 93 foi feito em grupo entre os alunos. Houve interação com o Programa Agrinho da SEDUC-MT sobre o Meio Ambiente. Alunos produziram poemas. Outros fizeram um paralelo entre o gênero e a realidade do assentamento onde vivem. Em relação ao outro AP, as professoras seguiram os procedimentos cujos temas foram esporte, festa, a tempestade. Houve quem reaplicasse a atividade por não ter conseguido concluí-lo com sucesso e repetiu com alterações, ou seja, na primeira vez, trabalharam temas diferentes e isso dificultou a produção textual dos alunos. Na segunda vez, ou fizeram produção coletiva ou direcionaram a atividade para apenas um tema como sugerido pela atividade. Uma professora levou um texto narrativo fragmentado e cada grupo completou o fragmento com respostas às perguntas do exercício. Ficou satisfeita com os textos produzidos. Em seguida, havia planejado passar o filme Narradores de Javé, mas faltou energia e fomos discutir pontos importantes sobre a coesão, principalmente a diferença desta para a coerência, já que a maioria das professoras está fazendo o curso de Pedagogia. Detalhe, como a sala era pequena e estava “pegando fogo”, fomos para o cais, e terminamos o encontro à sombra de uma árvore e contemplando as belezas do rio Araguaia (Ver fotos postadas). Quanto à avaliação, as professoras reafirmaram a importância da metodologia do Gestar II. Uma das professoras da área de Língua Portuguesa disse não ter tido a oportunidade de conhecer algo assim. Nossos encontros têm sido importantes para a mudança de posturas tanto teóricas quanto práticas e têm causado um impacto positivo nos procedimentos didáticos dos professores e na atuação dinâmica dos alunos. No Alto Boa Vista (quinze cursistas), devido a contratempos (alteração quanto ao transporte e minha colega formadora de Matemática ter passado mal), pude fazer apenas a socialização com os professores, assistir ao filme Narradores de Javé e discutir o enredo com a análise feita pela professora Maria Aparecida Bergamaschi. Na socialização dos APs, destacou-se o da p. 162. Ele foi bastante trabalhado com alterações: produção coletiva na lousa; atividade antecedida pela leitura de pequenas histórias das mais diversas; leitura de fábulas; dinâmica do “leque de ideias”, escrevendo cada elemento numa dobra de papel em forma de leque; trabalho prévio com tema sobre a violência doméstica contra a mulher. Segundo relatos, os alunos perceberam que se as respostas não forem adequadas, o texto não pode ter uma boa costura. Interagiram, auxiliando os colegas que tinham mais dificuldade para elaborar o texto.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

RELATÓRIO DO TP52: LUCIARA/MT (TURMA II)

No dia oito de setembro de dois mil e nove, estive em Luciara-MT para realizar a oficina do Gestar II, TP5, Unidades 19 e 20, com a presença de seis cursistas (três formados na área de Língua Portuguesa, uma na área de Biologia, outra na área de Pedagogia e a sexta apenas com ensino médio) e a coordenadora pedagógica do município. Iniciamos a oficina com a duração de oito horas, assistindo ao filme Narradores de Javé seguido de discussão baseada no roteiro de análise que recebemos no início da formação do Gestar II em Cuiabá, no mês de fevereiro deste ano. Dentro do que foi observado, os professores relacionaram a função de escriba que cada um de nós tem, quando mediamos o processo da escrita e reescrita com os educandos em sala de aula. No caso de uma produção coletiva, selecionar com cuidado as várias escolhas semânticas feitas pelos alunos ao estruturar um texto, observando sua coesão e coerência. Também refletimos sobre os temas memória e oralidade presentes no filme a partir da análise Narradores de Javé: a memória entre a tradição oral e a escrita de Maria Aparecida Bergamaschi. A memória, conforme explica a professora, é dinâmica, não está em nós como guardada em um baú: “Memória: lembrança e esquecimento; memória: trabalho de criação em função do presente.” A escrita só passa a ser foco da comunidade porque surge a necessidade de usá-la para comprovar que as terras lhe pertence. O povo de Javé teme a escrita pois “altera a relação com as palavras, fixa as ideias, rouba-lhe o movimento.” O trabalho da memória evoca lembranças e na busca das origens do Vale de Javé elementos da memória individual e coletiva aparecem. Segunda a professora, “a oralidade permite um refazer constante do passo a ponto de não separá-lo do presente.” Mas o fim da narrativa fílmica o oral e o escrito se reconciliam quando Antonio Biá retoma o “livro da salvação”. E aí vem um dos aspectos positivos e necessários da escrita porque ela não apaga “a experiência vivida da memória que produz marcas indeléveis nos corpos e que a própria polissemia da leitura revela.” O próximo momento foi de produção de texto publicitário sugerido pela oficina do TP5. Em duplas, os cursistas produziram o texto combinado com a atividade do AAA5, p. Negar para afirmar. Nessa atividade, o foco de estudo é o texto publicitário, a propaganda das Casas Bahia e a confecção de propaganda com frases negativas. Três textos elaborados: 1) Produto de beleza contra rugas para mulheres a partir de trinta anos – NÃO DEIXEM DE USAR Mulheres que se cuidam vivem mais e despertam olhares. 2) Escola BUTTERFLY – Nós fazemos nossa história... Brincando! Junte toda a liberdade: sala de aula ao ar livre, flexibilidade nos horários com dois recreios intercalados. Não perca o futuro da nova geração! 3) Não há nada igual como uma família feliz! Gel dental CHOCOLATE. Para você e sua família. As duplas socializaram a produção intercalando com os conceitos que embasaram a construção do gênero: mecanismos de coesão e a relação lógica da negação. Fechamos o encontro com a socialização das atividades em sala de aula, tecendo reflexões teóricas presentes no TP (inclusive o Ampliando as nossas referências) e que dão respaldo para as atividades trabalhadas pelos cursistas: 1) TP5 (19 E 20), p. 130 – Explorar os elos de coesão ao tecer um texto. 2) TP5 (19 E 20), p. 162 – Criar uma história a partir de um tema ou de um título dado (dois cursistas). 3) TP5 (19 E 20), p. 196 – Trabalhar juntos na organização de um texto. 4) AAA5professor, p. 79 – As marcas do texto/Empregar elementos linguísticos em função coesiva. 5) AAA5professor, p. 95 – O enlace de idéias/Analisar a construção da coerência em textos. 6) AAA5professor, p. 105 – Para organizar as informações/Identificar e empregar relações lógicas na construção de sentidos do texto. A atividade que mais trouxe dificuldade para o cursista foi a do TP5, p. 162. Segundo seus relatos, os alunos não se agradaram da idéia de produzir o texto com as respostas de outros colegas. Eles queriam as suas próprias respostas. Outro ponto em destaque é que um dos cursistas não trabalhou um tema apenas, mas vários, o que dificultou o emprego dos elementos de coesão com fatos estranhos uns aos outros. Já a outra professora disse que mesmo trabalhando um único tema, não houve boa recepção da atividade por parte dos educandos. Foi uma oficina produtiva e percebi que os conceitos ficaram claros principalmente para os professores que não têm formação na disciplina de Língua Portuguesa.

Momentos da formação do Gestar em Cuiabá/MT: Profª Adelaide (Língua Portuguesa)

video

Formação do Gestar II/MT - Cuiabá (Agosto 2009): Profª Adelaide, Judite, Carol e Zulmara
















Formação do Gestar II/MT - Cuiabá (Agosto 2009)
















Formação do Gestar II/MT - Cuiabá (Agosto 2009)
















RELATÓRIO DO TP51: SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA E LUCIARA-MT (TURMAS II E III) E PLANTÃO PEDAGÓGICO (LUCIARA-MT)

Nos dias 22 e 25 de agosto de dois mil e nove, realizei as oficinas do TP5, Unidades 17 e 18, com a duração de oito horas, para as turmas de Luciara (seis cursistas e uma ouvinte) e São Félix do Araguaia (doze cursistas). Em SFA, por falta de comunicação com os professores do município (que são da zona rural), por parte da própria secretaria municipal de educação, faltaram alguns cursistas. Esses professores têm, em sua maioria, custeado suas passagens e hospedagens aqui na sede. A alimentação, eles recebem da secretaria. Mas nesse dia da oficina, elas estavam angustiadas, não sabiam como iria ser naquele dia, pois não tinham conseguido contato com ninguém daqui da sede. Eu precisei convidar por telefone o secretário municipal de educação para ir até lá. Ele conversou com as suas professoras e percebendo como estava difícil uma negociação amigável entre as partes e para que eu não visse algumas das cursistas desistirem, prontifiquei-me a ir até o distrito intermediário a fim de que elas possam concluir a formação. Ficaram satisfeitas, pois isso facilitará o acesso e não exigirão gastos dos quais elas não têm como continuar fazendo. Agora estarei assistindo a quatro turmas. Confesso que terei muitas dificuldades para conciliar tantos encontros e o estudo dos TPs, mas vou me esforçar para que os encontros aconteçam até o final de novembro, como consta no cronograma reprogramado. Nas oficinas, iniciei com o vídeo Pérolasdeprovas do programa do Jô Soares e fizemos alguns comentários sobre a falta de conhecimento dos sentidos de palavras e de contextos históricos e geográficos por parte dos alunos e como é fundamental que nós, professores, façamos os educandos terem contato com o maior número de gêneros textuais e a importância de se estar atualizado. Destacamos bastante sobre a Estilística e a Coerência (slides), alternando com a apresentação do vídeo Trem de Ferro, destacando a atividade do TP5, p. 18 a 23, e do vídeo A turma da Mônica – Chico Bento no shopping. Também trabalhamos duas atividades do AAA5, a primeira foi Construindo histórias – Reconhecer os recursos expressivos relacionados à enunciação/componentes semânticos (Estilística) e a segunda O sentido do texto – Identificar como se constrói a unidade de sentido nos textos (Coerência). Estar no lugar do aluno para resolver as atividades foi um dos destaques feitos pelos professores no sentido de que precisamos ser pacientes com aqueles que apresentam dificuldades e como devemos intermediar quando preciso durante o exercício. Essas atividades nos enriqueceram e fortaleceram o que estudamos nas unidades. Os professores socializaram oralmente suas atividades em sala de aula, deixando para entregar os registros escritos no próximo encontro: 1) TP5, p. 24 – Trabalhar com o texto e nele perceber que o estilo é um conjunto de recursos expressivos usados para gerar um efeito de sentido. 2) TP5, p. 40 - Ler o texto e citar palavras e as motivações que os alunos sentem nelas. 3) TP5, p. 93 – Escolher um texto publicitário que mescle linguagem verbal e não verbal para analisar com os alunos. 4) TP5, p. 105 – Escrever diálogos em uma história em quadrinhos ou tirinha. A atividade proposta da oficina foi realizada por eles. Alguns tiveram muita dificuldade de relacionar principalmente o que foi observado com os conceitos. Mas a discussão no final fez com percebêssemos a riqueza das pistas oferecidas pelo texto publicitário para a construção da coesão textual. No próximo encontro finalizaremos o TP5. No dia vinte e quatro de agosto de dois mil e nove, fizemos um plantão pedagógico para esclarecer as dúvidas sobre a elaboração do projeto com os cursistas de Luciara-MT. Atendi a cinco cursistas, durante mais ou menos quarenta minutos cada um, durante a tarde. Foi muito proveitoso poder auxiliá-los e saber em que poderei ajudá-los para elaborarem um ótimo projeto que atenda às necessidades emergentes dos alunos que atendem. Comunique a alternativa de executá-lo no primeiro semestre de 2010 e acompanharei não mais como formadora do Gestar II, mas como formadora de Língua Portuguesa pelo Cefapro em atendimento às necessidades das séries finais do Ensino Fundamental.

RELATÓRIO TP51: BOM JESUS DO ARAGUAIA (TURMA I)

No dia vinte e nove de agosto de dois mil e nove, estive em Bom Jesus do Araguaia-MT a fim de realizar a oficina do Gestar II, TP5, Unidades 17 e 18, com a presença de treze cursistas (onze professores da área de Língua Portuguesa e duas professoras com ensino médio). Iniciamos a oficina com a duração de oito horas, trabalhando a atividade Construindo Histórias – AAA5a, p. 25, com o objetivo de reconhecer os recursos expressivos relacionados à enunciação (componentes semânticos). Os cursistas perceberam a importância de mediar com os alunos no surgimento de dificuldade em encontrar palavras que façam sentido no texto, possibilitando-lhe a rima e a sonoridade. Fizemos ainda outra atividade O sentido do texto – AAA5a, p. 49, procurando identifica como se constrói a unidade de sentido nos textos. Os professores consideraram mais fácil essa atividade que ajuda o leitor a pensar e a compreender melhor o sentido do texto. Tecemos uma discussão do Ampliando as referências, p. 54-59 da TP, enfatizando os significados e a compreensão para os termos “palavras reais e instrumentos gramaticais”, “a fantasia das palavras” e a “parafantasia”, relacionand-os às questões respondidas. Os professores em grupos (três), analisaram o texto publicitário como proposta de oficina no caderno de teoria e prática com base nas páginas 89, 94 e 255. Relacionaram os sentidos construídos pela linguagem verbal e não verbal, percebendo a coerência entre elas, inclusive que uma complementa a outra e sozinhas não causariam o mesmo impacto produzindo pela junção das duas. Dentre os conceitos enfatizados, a coerência tem a ver com a boa formação do texto se há possibilidade de articular as informações trazidas por ele. Se é fácil perceber a formação do texto também é atribuir-lhe a interpretabilidade. Essa coerência está comunicável com a finalidade que lhe é proposta: convencer o leitor de que a empresa está beneficiando a nação brasileira, adotando a política do meio ambiente, a responsabilidade social. O efeito de sentido mais forte foi percebido no fragmento “verde, amarelo, azul e branco”, pois ressalta as riquezas do Brasil e a relação com “a defesa do patrimônio de todos os brasileiros” e o não emprego do adjetivo “brasileira”, que causaria menos força semântica e cognitiva. No turno da tarde, apresente o arquivo Pérolasdeprovas do programa televisivo de Jô Soares. Comentamos os aspectos referentes ao conhecimento de mundo e experiências prévias falhos nos enunciados dos estudantes. Apresentei slide sobre ESTILO E COERÊNCIA, alternando com a apresentação do vídeo Trem de Ferro com análise da atividade, p. 18 a 23 (TP) e do vídeo Turma da Mônica – Chico Bento no shopping. Finalizamos o encontro com uma roda de conversa sobre o desenvolvimento das propostas dos Avançando na prática das unidades 17 e 18 e o recolhimento dos relatórios e atividades desenvolvidas:1) TP5, p. 40 (dois cursistas) – Ler o texto e citar palavras e as motivações que os alunos sentem nelas. 2) TP5, p. 82 – Exercitar o raciocínio com jogos de quebra-cabeças com figuras. 3) TP5, p. 105 (cinco cursistas) – Escrever diálogos em uma história em quadrinhos ou tirinha. Nessa atividade, professores comentaram sobre a interação que houve, porque havia colegas (alunos do campo) que não tinham conhecimento aprofundado desse gênero e os próprios colegas auxiliavam explicando sobre o que se tratava. Também houve adaptações como a atividade ser antecedida pela dinâmica do “telefone sem fio”, na construção de diálogos numa narrativa feita pelos grupos (alunos do oitavo ano). 4) AAA5a, p. 21 (dois cursistas) – Brincando com os sons/Reconhecer os recursos expressivos ligados aos sons das palavras (nível fonético). Uma das professoras ficou deslumbrada e surpresa com o resultado da atividade. Relatou que utilizou praticamente todo o AAA5 com os seus alunos do sexto ao nono ano. O resultado do trabalho será postado no blog. Os que não relataram, solicitaram para fechar no próximo encontro quando concluiremos o TP5, Unidades 19 e 20. Após os relatos, vistei os TPs e dei algumas sugestões a respeito da elaboração dos projetos para aqueles que ainda tinha dúvidas, principalmente a importância da fundamentação teórica, como item imprescindível do projeto. Essa turma me surpreende a cada encontro. O cansaço nem foi fator marcante nessa viagem. O trabalho, o empenho e a dedicação com o trabalho e estudo do TP me revigoraram as forças físicas e emotivas, porque não está sendo fácil para nós esse deslocamento que antes era mensal e agora pela urgência do tempo/limite para a conclusão da formação será duas vezes no mês para cada uma das turmas. Mas como li numa reportagem sobre o estresse, é o estresse saudável que nos impulsiona para levantar da cama e fazer o trabalho de que precisamos realizar como seres humanos e cidadãos prontos a cooperar com o sonho de cada um daqueles que nos rodeiam, no nosso caso, o sonho de uma educação com qualidade no sentido literal e não utópico de ser.

OFICINA TP5: BOM JESUS DO ARAGUAIA (AGOSTO/2009) - 2ª Parte
















OFICINA TP5: BOM JESUS DO ARAGUAIA (AGOSTO/2009) - 1ª Parte











Formação dos Cefapros: Julho/2009 - Prof. Domingos Fernandes...


Formação dos Cefapros: Julho/2009 - Língua Portuguesa


Formação dos Cefapros: Julho/2009 - Teatro (Estudantes de Pontes e Lacerda)


Formação dos Cefapros: Julho/2009 - Prof. Antonio Nóvoa


Formação dos Cefapros: Julho/2009 - Dança do siriri.


Formação dos Cefapros: Julho/2009 - Novos Formadores


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