quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Vídeo para a Oficina do TP2: NNF Pleonasmo

Relatório da Oficina do TP2: Luciara-MT


No dia 17/11/2009, realizamos a oficina do TP2 com os seis cursistas de Luciara-MT. Infelizmente, não pudemos compartilhar com eles os vídeos selecionados e relacionados ao caderno. Frustração com o equipamento. Iniciamos com o seminário, abordando sobre as três concepções de gramática, dando destaques para os textos sugeridos do caderno, para as atividades mais interessantes e que deixassem bem clara a noção da gramática interna, descritiva e normativa voltadas para o ensino produtivo, reflexivo e prescritivo. Atividades do AAA2 como a Aula 3 – Uma placa na horta e a Aula 4 – Refletindo sobre a língua, reforçaram a teoria da autora da unidade. O grupo que apresentou a segunda unidade conseguiu fazer a distinção para cada um dos conceitos: frase, período e oração, além de deixar claro que a extensão da frase depende da situação comunicativa também. Trabalharam em sala de aula as atividades do AAA2p p. 51, Aula 1 - Balada do rei das sereias, e 57, Aula 2 - A pontuação e o sentido da frase. Na explanação sobre a terceira unidade, foram destacadas a música Fantasia de Chico Buarque e o texto de Ferreira Gullar que depõe sobre a sua descoberta do poder da literatura. As professoras relataram de sua prática o AP p. 95, sobre a leitura de uma obra em capítulos para os alunos. A professora escolheu Meu amigo pintor de Lygia Bojunga. Segundo a cursista, foi uma experiência positiva e surpreendente. Não imaginava que iria atrair tanto a turma com a leitura dessa forma. Pretende fazer isso mais vezes, pois percebeu que os alunos ficaram tão motivados que houve mãe que a procurasse perguntando onde encontraria o livro porque a filha queria lê-lo logo a fim de saber o final. A outra atividade relatada está no AAA2p p. 113, Aula 8 – Recriação de quadro de Portinari. Nessa atividade, aconteceu algo que surpreendeu a professora: ninguém conseguiu recriar o quadro. Os alunos apenas desenharam o que gostariam de desenhar e desenhos simples de palmeiras, flores, paisagens com casa. Perguntei a ela o que concluía com o fato de não alcançar esse objetivo. Por que os alunos não conseguiram fazer a atividade? A professora respondeu que deve ser a ausência de contato com a arte e mais especificamente a arte da pintura, tanto da teoria quanto da prática. Na última unidade, as professoras mencionaram as dez figuras presentes no TP, demonstrando que as usamos no cotidiano, como aparecem no texto literário, inclusive trabalhando o poema Serão de junho de Augusto Meyer e o trecho de um conto Dona Inácia de Monteiro Lobato, bem como falando dos elementos sonoros e sintáticos da expressividade. As atividades trabalhadas foram a do AP p. 128 – produção de uma história em quadrinhos, usando onomatopéias; e do AAA2p p. 145, Aula 7 – Uma cidadezinha qualquer. Segundo o relato dessa atividade, os alunos fizeram uma transposição do que seria uma cidade grande, escrevendo um outro poema. Os professores realizaram as duas atividades propostas pelas oficinas do caderno. Sugestão para a primeira atividade a partir do texto 1: Interpretação de texto – Observar a expressão no rosto das personagens, comparar as professoras do texto com as de hoje, discutir a forma de castigo da professora, refletindo sobre o trecho com os alunos. Produção de texto - leitura dramática. Análise lingüística – trabalhar a pontuação presente nos textos dramáticos (exclamação, interrogação, reticências). Sugestão da produção de texto da segunda atividade/bilhete:
“Caro Ludovico,
Vendo essa cena, imagino que Marx tenha mudado seus conceitos ou você está lendo Marx Jr., o filho que se revoltou contra os conselhos do pai.
Saudações marxistas
Luciara-MT, 17/11/2009.”
Os professores relataram que essa foi uma experiência que permite dizer "Eu sou outro educador", "Permito-me dizer que há o antes e o depois do Gestar II. Tivemos na faculdade a teoria. A prática adquiria conforme a experiência pessoal em sala de aula. Mas uma formação que nos direcionou, possibilitou ferramentas teóricas e práticas... Ainda para a nossa região. Tão esquecida... Uma formação que ficará na minha história educacional. Formação que transformou, modificou a postura como educador, a prática pedagógica."

Relatório da Oficina do TP1: São Félix do Araguaia-MT (Sede)

Nos dias 12, 13 e 16/11/2009, fizemos a atividade da segunda oficina do TP6. As professoras apresentaram os livros A árvore que dava dinheiro de Domingos Pellegrini, Coleção Literatura em minha casa, cuja motivação sugerida foi a de contar brevemente a história, dando destaque ao tema ambição; O novo manifesto – Antologia de contos e crônicas, Coleção Literatura em minha casa, com a leitura de um dos contos feita pela professora; A caravela: redescobrimento (poesias) de Gabriel Bicalho, Coleção Literatura para todos, a motivação a partir da cor do livro e das páginas, do título, das ilustrações, leitura de uma das páginas: “Marinha I” – branca vela / a caravela / brinca / e leva-e-traz/ atrás de / fonemas / num mar de / palavras, e “Marinha II” – zarpar / para / a paz / azul / do mar / !, leitura da capa final: e / no / mar / sereno / sem remo / sem rumo / sem rumor / : / vê-las soltas ao sol / as brancas velas / do amor; O vampiro que descobriu o Brasil (novela) de Ivan Jaf, Coleção Literatura em minha casa, motivar com o resumo da história e a leitura de um trecho interessante, relacionando o vampiro da história com o explorador da terra brasileira. Assistimos ao documentário Língua – Vidas em Português. Exploramos as questões geográficas, históricas, cultura, religiosidade a partir dos comentários do filme em slides. Destacamos a teoria presente no TP1: a linguagem e a cultura, variante linguística: desfazendo equívocos, o texto como o centro do objetivo de ensino da língua, a intertextualidade. Toda a segunda unidade foi muito discutida e nos fez rever nossa postura diante da norma padrão, da literatura e das modalidades da língua para exatamente o que o TP1 chama atenção. E na unidade sobre a intertextualidade, a seção que trata sobre o ponto de vista, com destaque para a charge de Quino Não me grite! Trabalhamos a atividade da oficina 1. O texto passou a ser mais interessante quando estávamos fazendo o estudo do texto. Não eram questões fáceis, mas a relação que precisávamos fazer com a teoria nos mostrou os equívocos da prática pedagógica que deveríamos desfazer, principalmente quando formos trabalhar com a produção escrita e a reescrita de textos. A segunda atividade ficou como tarefa e para ser apresentada no próximo encontro, dia 19/11/2009.

Visita Pedagógica: Alto Boa Vista-MT

11/11/2009
CLÁUDIA APARECIDA DA COSTA SOARES – Seguiu o plano do AAA1p p. 89, Aula 1 – Manifestações artísticas. Turma do 7º ano. A aula foi executada em uma hora, obedecendo aos passos do AAA. Os objetivos trabalhados foram os do AAA1. Utilizou diversos recursos: papel pardo, tinta guache, caixa de fósforos, cartão de telefone, pincel, tesoura, cola, cola glitter. Os alunos estavam ansiosos por minha presença. Infelizmente, por falta de comunicação, cheguei quase ao final da aula. Os alunos estavam produzindo seus cartazes, executando a terceira atividade. Todos participavam da produção em grupos pequenos. A sala parecia uma feira: muito agitada! Bem descontraídos, todos trabalhavam em equipe. Ao final das produções, registrei-as com fotos. A professora afixou os cartazes no corredor da escola e convidou os alunos para uma roda a fim de fazer uma conclusão. Alguns alunos expressaram o que aprenderam com a aula, relatando a experiência vivida.
JULIANE CAMPOS DE JESUS/MAURI PAULO SANTIN – Os dois fizeram parceria, pois o professor entrou de licença agora, mas não quis se afastar da formação e continua aplicando atividades com a colega cursista na mesma escola em que trabalham. A aula foi a mesma da professora Cláudia. Turma do 9º ano. Alcançaram em uma hora de aula os dois primeiros objetivos: perceber as manifestações artísticas existentes no cotidiano e comentar manifestações artísticas. Perguntaram inicialmente sobre o que os alunos consideram ser manifestação artística. Eles foram mencionando e a professora Juliane foi registrando na lousa. Todos estavam atentos e participativos. O professor Mauri questionou sobre se ouviram falar de Oscar Niemeyer. Pediu para que em cada manifestação artística mencionada, referenciassem alguém de que lembrassem. Nomes como Ana Botafogo, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Aleijadinho, Sebastião Salgado, Christian Cravo, Ziraldo, Ruth Rocha, Ana Maria Machado, José Alencar, Marcos Palmeira, foram citados. Até os professores se surpreenderam. A professora explicou sobre a manifestação artística do videoarte e do videoclipe. Apresentaram questões para os alunos responderem em grupos, além de distribuírem livros sobre a arte para folhearem e conhecerem melhor. A aula não foi concluída e continuará no próximo encontro deles. Os professores estavam seguros e percebi a intimidade com o Programa Gestar II em sala de aula. A prática pedagógica mudou tanto no discurso quanto na prática.

Relatório da Oficina do TP1:Distrito de Posto da Mata - São Félix do Araguaia-MT (Zona Rural)







No dia 07/11/2009, estivemos no distrito de Posto da Mata, pertencente ao município de São Félix do Araguaia-MT, com apenas cinco cursistas. Trabalhamos o TP1 em forma de seminário, dando destaque para pontos-chave da teoria a partir de texto exemplificado no caderno, comentando uma atividade interessante, relatando a atividade feita em sala de aula, observando o ponto teórico do Ampliando as Referências. Relacionamos ao TP1, os vídeos com o poema O caso do vestido de Carlos Drummond de Andrade e O casamento dos pequenos burgueses de Chico Buarque. As atividades trabalhadas foram as seguintes: AP p. 17 – leitura dramática da crônica Retrato de velho de Carlos Drummond de Andrade, AP p. 86 – atividades orais (falar e ouvir), AP p. 144 – modificação de uma história, AAA1p p. 84, Aula 7 – Linguagem vaga, AAA1p p. 130, Aula 8 – Criando um outdoor. Nesse encontro, o que mais nos atraiu foi a Seção 2 da Unidade 2: As modalidades oral e escrita. Percebemos que normalmente trabalhamos com a escrita como se toda ela tivesse obrigatoriamente que ser formal. E a fala, informal. Por isso, muitos de nós professores tivemos dificuldades em trabalhar a revisão e reescrita de textos no TP6, porque não havíamos ainda passado por esse embasamento teórico. Como ficou mais claro, ao estudar o material e perceber que há a escrita formal e informal e a oralidade formal e informal e que todo texto é definido pela situação comunicativa. Fizemos a atividade proposta pela oficina 1. Percebi que não foi tão fácil para as professoras encontrarem as duas críticas solicitadas por uma das questões e nem identificarem as duas situações momentâneas da língua, apenas uma. Após esclarecimentos é que ficou compreensível sobre o que a questão estava abordando. A proposta da Oficina 2 ficou como tarefa a ser apresentada para o próximo encontro.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Relatório da Oficina do TP6 (Parte 1): São Félix do Araguaia (Sede)

No dia 05/11/2009, reunimos para a oficina do TP6, segunda parte, com a presença apenas de três cursistas. Acolhi as professoras com pequenos vídeos sobre as visitas feitas às escolas e às salas de aula dos cursistas nos outros municípios. Mostrei a importância de continuarem, pois estão desmotivadas, trabalham durante todo o dia e à noite o cansaço impede um bom aproveitamento das oficinas. Estou tentando ser o mais persuasiva possível a fim de que elas permaneçam até a conclusão do programa. Debatemos o conteúdo teórico do TP6 e o Ampliando as Referências. Infelizmente, não trouxeram relatos, pois duas delas estavam de atestado médico e não aplicaram as atividades, apenas fizeram o TP. Tive que entrar em detalhes na teoria do caderno. Expliquei como seria nossa atividade na oficina. Ficou para o próximo encontro a apresentação dos livros com a motivação escolhida para cada um deles.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...